Taxa Referencial, a TR [Dicionário financeiro]

O que é Taxa Referencial (TR)? SELIC? Ou FGC? Hoje, inicio uma série que irá ajudar com termos que parecem complicadíssimos. Quando você está planejando fazer um investimento e se depara com siglas e palavras que não fazem muito sentido no começo.

#PraCegoVer Imagem com fundo branco escrito “Dicionário Financeiro” em preto e abaixo Taxa Referencial em amarelo.

Dicionário Financeiro: TR

O termo de hoje é a TR, a Taxa Referencial. A TR passou a existir em uma medida provisória de n° 294, em 1991, pelo então presidente Collor.  A medida fazia parte de um conjunto de ações do Governo do brasil — que ficou conhecido como Plano Collor II e tinha a finalidade de desindexação econômica e o combate a inflação.

Qual a função da TR?

A TR, como o nome diz, é uma taxa de juros de referência. No período Collor, a TR foi implementada para servir como uma referência vigente e que não fosse um reflexo da inflação do mês anterior. Dessa forma, a TR foi criada com o objetivo de ser o principal índice de brasileiro. Mesmo que a TR ser definida como uma forma  de indexação aos contratos iguais ou superiores a 90 dias, a taxa é utilizada também para corrigir a caderneta da poupança.

Atualmente, a taxa é usada para calcular a rentabilidade de investimentos, como as poupanças, os títulos públicos e algumas outras operações. Ainda, dentro dessas operações inclui: empréstimos pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação), pagamentos a prazo. Além de seguros geralmente.

O Banco Central do Brasil

Por fim, o BC é quem calcula a TR. Para isso, usa como base taxa média mensal ponderada e ajustada dos CDBs prefixados dentre as trinta maiores instituições financeiras do país. Elimina-se as duas menores e as duas maiores taxas médias. Ainda, a base de calculo da TR é o, intitulado, “dia de referência”, sendo calculada no dia útil seguinte.

 

 

 

Esse artigo faz parte da série Dicionário Financeiro, na qual publicarei a origem de alguns termos financeiros, suas definições e outras informações relacionadas.

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Poupança, O que é e como funciona?

Poupar dinheiro para conquistar o imóvel, o carro ou até a tão sonhada aposentadoria não é fácil. Exige planejamento e disciplina. Nesse artigo, pretendo abordar um dos principais tipos de investimentos de baixo risco, a poupança.

Poupança
#PraCedoVer Desenho de um cofrinho de porco com um fundo verde.

O que é?

Em primeiro lugar, ela é, sem dúvidas, um dos investimentos mais conservadores que existem. A maioria das pessoas investem, mas não sabem como fazer para descobrir se o investimento feito é rentável. O motivo pelo qual ela é um dos investimentos mais utilizados é pelo baixo risco e por ser um dos investimentos mais antigos. A poupança, conhecida também como caderneta de poupança, é surgiu em 1861 durante o período imperial brasileiro. O Imperador, Dom Pedro II, implementou a poupança junto com a criação da Caixa Econômica Federal. A ideia era possibilitar que pessoas de baixa renda pudessem guardar dinheiro e obter um rendimento que não passasse de 0,6/10, ou 6%, por ano. Então, basicamente você empresta seu dinheiro ao banco.

O BC, Banco Central do Brasil, é quem estipula a Taxa Referencial (TR) -taxa de juros de referência- que compõe o cálculo. Além da TR, existe a taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), que, segundo o BC, é uma “taxa média ajustada dos financiamentos diários”. Como o nome da sigla já diz, é um sistema que o Banco Central utiliza para registrar todas as operações relativas aos títulos federais.

Como isso tudo funciona?

A fórmula é a seguinte:

  • Situação 1: Se a taxa SELIC for maior que 8,5% ao ano: o rendimento da poupança será de 0,5% ao mês (6,17% a.a.), mais a variação da TR (taxa referencial).
  • Situação 2: Se a taxa SELIC ficar igual ou menor que 8,5% ao ano, a poupança renderá o equivalente a 70% da meta da taxa ao ano, mensalmente, somado à TR.

Então, significa que se taxa básica, a taxa SELIC, ficar exatamente 8,5% o rendimento mensal vai ser de 0,48% ao mês mais a TR.

Também, existe uma parte relevante que é a data de aniversário, que é o dia no qual o investimento rende. A data é o dia no qual foi feito o deposito na poupança. Todos os meses, no mesmo dia, o dinheiro vai render. Caso, faça movimentação do dinheiro antes, não terá a rentabilidade no mês.

Existem riscos de investir na poupança?

Como todo investimento há risco, mas são muito baixos. Ainda, existe o FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que em caso de falência do banco o governo vai reembolsar o valor de até 60 mil reais. O valor exato depende da quantidade de dinheiro que você investiu quando aconteceu a falência. Se a quantia investida for maior que os R$ 60 mil

Por fim, saiba que para investir na poupança você precisará de uma conta bancaria, a dica é que apenas para a conta poupança não há taxas ou tarifas bancarias.

 

Esse texto faz parte de uma série sobre Investimentos para Iniciantes (#investirfacil), leia outros textos sobre finanças pessoais aqui.

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