TED ou DOC? Saiba qual a diferença

Quando vamos fazer uma transferência bancária surge uma dúvida, qual opção escolher DOC ou TED? Nesse post, explico o que muda de uma pra outra e quando usar.

Em primeiro lugar, precisamos saber o que exatamente significa a sigla. DOC é a abreviação de Documento de Ordem de Crédito e TED é Transferência Eletrônica Disponível. As duas opções são transferências entres diferentes instituições. Quando é para outra conta, mas na mesma instituição é book transfer. A maior diferença é o valor que é possível enviar de uma conta para outra conta e, também, o prazo em que o dinheiro é enviado.

TED OU DOC?
#PraCegoVer Homem com uma carteira na mão retirando dinheiro, com um computador ao fundo.

No DOC

O DOC tem um tempo para concretizar a transferência, entre um dia e dois. Esse prazo depende de quando é realizada a operação. Por exemplo, quando fizer a operação bancária de um DOC o prazo é de, pelo menos, um dia útil. Mas, se deixar pra depois 21h59, o dinheiro só é recebido dois dias depois. E ainda, tem o limite de R$ 4.999,99, se quiser transferir mais do que isso o DOC não é a melhor maneira. A vantagem do doc é que caso se arrependa da operação é possível cancelar, essa é umas das melhores coisas do DOC.

Na TED

A TED tem um prazo bem mais rápido. Nesse caso, a pessoa ou empresa recebe o dinheiro no mesmo dia, se for feito até 17 horas (no geral, já que depende da instituição). Senão, só no próximo dia útil. Além disso, não tem limite de valor.

Por fim, não esqueça de conferir a instituição da conta de destino aceita crédito (DOC e TED) em contas-poupança. E também, sempre preste atenção aos dados. Se surgir uma dúvida, pode checar na ouvidoria da instituição.

Você pode conferir um FAQ do Banco Central aqui.

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Taxa Referencial, a TR [Dicionário financeiro]

O que é Taxa Referencial (TR)? SELIC? Ou FGC? Hoje, inicio uma série que irá ajudar com termos que parecem complicadíssimos. Quando você está planejando fazer um investimento e se depara com siglas e palavras que não fazem muito sentido no começo.

#PraCegoVer Imagem com fundo branco escrito “Dicionário Financeiro” em preto e abaixo Taxa Referencial em amarelo.

Dicionário Financeiro: TR

O termo de hoje é a TR, a Taxa Referencial. A TR passou a existir em uma medida provisória de n° 294, em 1991, pelo então presidente Collor.  A medida fazia parte de um conjunto de ações do Governo do brasil — que ficou conhecido como Plano Collor II e tinha a finalidade de desindexação econômica e o combate a inflação.

Qual a função da TR?

A TR, como o nome diz, é uma taxa de juros de referência. No período Collor, a TR foi implementada para servir como uma referência vigente e que não fosse um reflexo da inflação do mês anterior. Dessa forma, a TR foi criada com o objetivo de ser o principal índice de brasileiro. Mesmo que a TR ser definida como uma forma  de indexação aos contratos iguais ou superiores a 90 dias, a taxa é utilizada também para corrigir a caderneta da poupança.

Atualmente, a taxa é usada para calcular a rentabilidade de investimentos, como as poupanças, os títulos públicos e algumas outras operações. Ainda, dentro dessas operações inclui: empréstimos pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação), pagamentos a prazo. Além de seguros geralmente.

O Banco Central do Brasil

Por fim, o BC é quem calcula a TR. Para isso, usa como base taxa média mensal ponderada e ajustada dos CDBs prefixados dentre as trinta maiores instituições financeiras do país. Elimina-se as duas menores e as duas maiores taxas médias. Ainda, a base de calculo da TR é o, intitulado, “dia de referência”, sendo calculada no dia útil seguinte.

 

 

 

Esse artigo faz parte da série Dicionário Financeiro, na qual publicarei a origem de alguns termos financeiros, suas definições e outras informações relacionadas.

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Poupança, O que é e como funciona?

Poupar dinheiro para conquistar o imóvel, o carro ou até a tão sonhada aposentadoria não é fácil. Exige planejamento e disciplina. Nesse artigo, pretendo abordar um dos principais tipos de investimentos de baixo risco, a poupança.

Poupança
#PraCedoVer Desenho de um cofrinho de porco com um fundo verde.

O que é?

Em primeiro lugar, ela é, sem dúvidas, um dos investimentos mais conservadores que existem. A maioria das pessoas investem, mas não sabem como fazer para descobrir se o investimento feito é rentável. O motivo pelo qual ela é um dos investimentos mais utilizados é pelo baixo risco e por ser um dos investimentos mais antigos. A poupança, conhecida também como caderneta de poupança, é surgiu em 1861 durante o período imperial brasileiro. O Imperador, Dom Pedro II, implementou a poupança junto com a criação da Caixa Econômica Federal. A ideia era possibilitar que pessoas de baixa renda pudessem guardar dinheiro e obter um rendimento que não passasse de 0,6/10, ou 6%, por ano. Então, basicamente você empresta seu dinheiro ao banco.

O BC, Banco Central do Brasil, é quem estipula a Taxa Referencial (TR) -taxa de juros de referência- que compõe o cálculo. Além da TR, existe a taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), que, segundo o BC, é uma “taxa média ajustada dos financiamentos diários”. Como o nome da sigla já diz, é um sistema que o Banco Central utiliza para registrar todas as operações relativas aos títulos federais.

Como isso tudo funciona?

A fórmula é a seguinte:

  • Situação 1: Se a taxa SELIC for maior que 8,5% ao ano: o rendimento da poupança será de 0,5% ao mês (6,17% a.a.), mais a variação da TR (taxa referencial).
  • Situação 2: Se a taxa SELIC ficar igual ou menor que 8,5% ao ano, a poupança renderá o equivalente a 70% da meta da taxa ao ano, mensalmente, somado à TR.

Então, significa que se taxa básica, a taxa SELIC, ficar exatamente 8,5% o rendimento mensal vai ser de 0,48% ao mês mais a TR.

Também, existe uma parte relevante que é a data de aniversário, que é o dia no qual o investimento rende. A data é o dia no qual foi feito o deposito na poupança. Todos os meses, no mesmo dia, o dinheiro vai render. Caso, faça movimentação do dinheiro antes, não terá a rentabilidade no mês.

Existem riscos de investir na poupança?

Como todo investimento há risco, mas são muito baixos. Ainda, existe o FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que em caso de falência do banco o governo vai reembolsar o valor de até 60 mil reais. O valor exato depende da quantidade de dinheiro que você investiu quando aconteceu a falência. Se a quantia investida for maior que os R$ 60 mil

Por fim, saiba que para investir na poupança você precisará de uma conta bancaria, a dica é que apenas para a conta poupança não há taxas ou tarifas bancarias.

 

Esse texto faz parte de uma série sobre Investimentos para Iniciantes (#investirfacil), leia outros textos sobre finanças pessoais aqui.

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